Ultimamente tenho vagado sem planos, sem programas. Tenho ido e vindo quando quero e levado comigo apenas o conteúdo de uma mochila. Nada mais.

Procuro simplesmente não pensar em mais nada para que não possa me decepcionar ainda mais do que já foi feito. Amigos em quem confiava, não se mostram mais tão próximos ou sequer dignos de companhia.

Sinto a falta de pessoas das quais nunca mais poderei ver, mas sinto também a ausência daquelas que estão bem ali ao meu lado, mas que não se fazem pronunciar.

Ainda sou criança, mesmo que só por dentro, e tenho medo de crescer e deixar que as coisas se esvaiam por entre meus dedos.

Não se esqueça de abrir a porta e acender a luz quando me deitar, pois ainda tenho medo do escuro.